Manaus/Am - Com o propósito de apresentar e trocar percepções subjetivas da contemporaneidade, suas investigações e aplicações acerca do conceito “Corpo e Território’’ em suas respectivas áreas de atuação, desde meados do mês de novembro, estão reunidos de forma virtual, artistas pesquisadores da dança, circo, música, teatro e artes Digitais, através do projeto de residência performática intitulado “Circo Caboclo”.
A proposta do projeto é desenvolver, através de técnicas das artes circenses, mesclada por mímica corporal dramática, dança e música, uma investigação sobre o corpo como expressão dos conceitos de território, podendo manifestar-se por meio de relações biológicas, culturais, políticas e sociais. Poetizando os gestos, as mudanças, os deslocamentos e as transformações que escapam às determinações geográficas, ao hábito e ao poder.
Devido as medidas restritivas da pandemia do novo coronavírus – Covid-19, as aulas, treinos, reuniões e todo o processo de investigação, criação e montagem, que teve a duração de quatro semanas, aconteceram através dos meios digitais, principalmente através do Instagram @circocaboclo.
O projeto promove um intercâmbio cultural, por meio de artistas composto pelos amazonenses Jean Winder, circense formado pela Escola Nacional de Circo, Taiara Guedes, musicista, violinista e sonoplasta, Felipe Fernandes, artista multimídia e produtor cultural e a baiana Maria Clara Bathomarco, circense formada pela Escola Nacional de Circo e em dança pela Angel Vianna Escola e Faculdade de Dança, que atualmente desenvolve suas atividades na França.
Representando o Chile, integra o projeto, a atriz corporal Konnýk Gatillón Villalobos, formada em mímica corporal dramática e Constanza Estela F. Verdejo, desenhadora de Cena e figurinista formada pelo departamento de teatro da Universidad de Chile. O processo de criação e montagem da performance será dirigido pela atriz, mímica, bailarina e diretora argentina Nuria Schneller.
Jean Winder, idealizador do projeto “Circo Caboclo – Residência Performática”, comentou sobre produção cultural no momento de pandemia.
“Realizar um projeto de residência em formato virtual neste ano de 2020 foi, não apenas uma proposta escolhida, como também a única possibilidade de realização deste projeto. Levando em conta a diversidade das realidades dos participantes, sem dúvida o entorno social e as medidas sanitárias tomadas por conta da Covid-19, tiveram muita relevância nos processos de criação. Se por um lado a pandemia limitou os encontros, as pesquisas de campo, o contato com os materiais e com os espaços, por outro lado, possibilitou a criação de um material em um formato adequado ao período que estamos vivendo, permitindo o acesso a um número maior de público e abrangendo um território muito mais amplo, promovendo a reflexão sobre as fronteiras e as possibilidades de habitar um espaço”, explica Jean Winder.
A proposta artística teve o objetivo de criar uma performance virtual em formato videoarte, que tem sua estreia nesta sexta-feira (18), a partir das 20h. O material ficará disponível ao público até o dia 26 de dezembro, na plataforma vimeo, no perfil circo caboclo.


