Manaus/Am - A capital de Roraima receberá uma etapa do VIII Festival Mova-se: Solos, Duos e Trios, nesta terça-feira (5) e seguem até a quarta-feira (6). Uma Oficina de Dança Clássica e mais dois espetáculos fazem parte da programação em Boa Vista. O evento é realizado pelo Casarão de Idéias de Manaus e aberto ao público.
A estreia do Mova-se em terras macuxis será no Teatro Jaber Xaud (rua Japão, 143 - Mecejana ), às 19h, com o espetáculo “Ventos que Vem do Norte”, que compõe o repertório da companhia roraimense JM Jazz Stúdio de Dança.
A montagem é uma viagem no universo da cultura boavistense, passando desde os mais exuberantes e tradicionais lugares em que fizeram história e caracterizaram esse lugar, entrando também no conto popular mítico local.
O espetáculo também fala da chegada da civilização em terras macuxis, folclore, miscigenação, a fomentação do estilo musical local e a trajetória de um povo guerreiro que não tem medo de encarar as dificuldades e desafios e fazem dessa terra, um pedacinho do paraíso apreciado por muitos bem ao extremo norte do nosso país.
Segundo o diretor do Festival Mova-se, João Fernandes, a escolha da cidade de Boa Vista faz parte do projeto de ampliação das ações do evento na Região Norte e também para possibilitar debates no gênero da dança com os artistas. “O objetivo do Mova-se em Boa Vista é criar oportunidades para o diálogo, de artista para artista. Nossa perspectiva será de valorizar as iniciativas artísticas de cada grupo e fornecer ferramentas para o desenvolvimento e ampliação das suas atividades”, diz o produtor.

Segundo ato
Às 21, no mesmo teatro o Mova-se recebe a segunda apresentação da noite com “A que será que se destina?”, apresentada pelo Corpo de Dança do Amazonas (CDA). O espetáculo é uma criação coletiva do elenco da companhia, a coreografia busca uma aproximação do público propondo uma reflexão sobre vida e arte em forma de dança.
Nele, os integrantes do CDA traduzem a sonoridade e a poesia de “Cajuína”, de Caetano Veloso, em coreografia que foi baseada na linguagem da dança contemporânea. O trabalho de criação se desenvolveu como desdobramento de reflexões surgidas a partir da música.
“A que será que se destina?” resulta da iniciativa do CDA de incentivar o trabalho de seus bailarinos como intérpretes-criadores e de experimentos que incluíram também apresentações ao público, com a execução de trechos de criações coreográficas em lugares públicos.
A montagem tem direção geral de Getúlio Lima, iluminação de André Duarte e Marluce Lima; produção é de Adriana Góes e Getúlio Lima e, no elenco os bailarinos: Adriana Góes, Ângela Duarte, Balduíno Leite, Guilherme Moraes, Helen Rojas, Liene Neves, Mariluce Lima, Nonato Melo, Pammela Fernandes, Rodrigo Vieira, Rosi Rosa, Sumaia Farias, Valdo Malaq, Vanessa Viana e Wellington Marques.
Formação
Durante o Festival, ainda haverá uma oficina voltada para a dança contemporânea que acontece no JM Jazz Stúdio de Dança (R. Édson Castro, 39 – Liberdade). O evento será ministrado por Getúlio Lima, diretor do Corpo de Dança do Amazonas.
Serão ofertadas 20 vagas para cada oficina e as inscrições serão aceitas somente pelo endereço eletrônico:[email protected] e são gratuitas. Os participantes receberão confirmação através de e-mail.




