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Espetáculo ‘Plutão (Já foi planeta)’ ganha novo cenário no Teatro Amazonas

Espetáculo ‘Plutão (Já foi planeta)’ ganha novo cenário no Teatro Amazonas
Espetáculo ‘Plutão (Já foi planeta)’ ganha novo cenário no Teatro Amazonas

Manaus/AM - A montagem Plutão (Já foi planeta), do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, que estreou a segunda temporada do projeto Alma de Um Poeta no mês de agosto deste ano, volta a ser apresentada no Teatro Amazonas, nesta terça-feira (12), às 20h, com entrada gratuita. Ao bordar o desprestigio do planeta Plutão em relação aos outros astros celestes, o espetáculo de dança conduz o espectador a questionamentos sobre a vida e a morte, preconceitos sociais e demais crises sociais contemporâneas.

Com coreografia de Rodrigo Vieira e execução do Balé Experimental, sob a direção de Monique Andrade, o espetáculo é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e traz novidades nesta nova apresentação. A composição cenográfica, realizada pelo experiente cenógrafo Jander Lemos, em parceria com o diretor de palco Marcos Apolo e com o coreógrafo Rodrigo Vieira, dá um novo brilho à montagem. “Plutão (Já foi planeta) ganha efeito visual mais elaborado nesta apresentação. Uma nova iluminação, cenários mais leves para dar mais movimento, além de cores mais vivas, vão ajudar a compor o espetáculo de dança”, ressalta Lemos.

A montagem se baseia no poema “Tempo de Uiaúa”, do amazonense Anibal Beça, e leva ao palco, por meio da dança, uma reflexão crítica sobre a situação das minorias sociais estabelecendo uma relação entre elas com Plutão, considerado Planeta Anão em 2006, por não se adequar ao tamanho associado a essa categoria. A leitura abrange ainda o discurso astrológico, que afirma que o astro celeste também revela todos os problemas de um indivíduo, fazendo-o conhecer do inferno ao divinal.

Alma de um Poeta – Iniciado em 2015, durante um workshop do Corpo de Dança do Amazonas para o Balé Experimental, o projeto Alma de um Poeta de Dança Contemporânea tem como proposta de homenagear escritores e poetas amazonenses renomados. Um olhar crítico e filosófico sobre as entrelinhas do balé.

A partir de pequenas performances, o projeto foi sendo construído, inscrito no Ministério da Cultura e aprovado em 2016. Obteve, ainda, aprovação junto ao Boticário na Dança, pelo qual foi patrocinado e lançado, e hoje conta com uma média 14 espetáculos realizados, apenas na primeira temporada realizada de março a julho deste ano, com uma estimativa de quase 2 mil espectadores.

O projeto envolve desde oficinas de danças contemporâneas até palestra e espetáculos no Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, Sumaúma Park Shopping e Centro Cultural dos Povos da Amazônia, e nesta nova fase, de acordo com Vieira, apresenta novas experimentações, para que cada um possa ser ‘tocado’ de forma especial, de acordo com a leitura que fizer do espetáculo.

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