Manaus/AM - O jazz é a música da alma, e a essência do jazz, está nas origens de um gênero musical que foi arrancado no meio de grande sofrimento com suavidade, com cautela e emoção do peito dos negros do sul dos Estados Unidos, para marcar uma posição existencial, pelo direito de viver com dignidade.
Desde os primórdios do Jazz, esteve sempre presente o espírito da Paz e da Concórdia nos acordes saídos do saxofone, do piano, das guitarras, do contra baixo acústico, das baterias, ou dos músculos da laringe. Ouvir Louis Armstrong, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Oscar Peterson, Duke Ellington, John Coltrane, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Art Tatum, Count Basie, Max Roach, Stan Getz, Thelonius Monk, Charles Mingus, Tony Bennett, Charlie "Bird" Parker, Joe Williams, Johnny Hart e Frank Sinatra, que entraram no palco da História da Humanidade em presença desse espírito, é ouvir uma voz universal, um apelo à Fraternidade.
Ouvir jazz é viajar sem rumo sob a bandeira da esperança. Para o jazz não existem países, etnias ou ideologias políticas. O jazz é a música clássica do século XX, é a única e a mais autêntica forma de arte norte-americana. Hoje, "Dia Internacional do Jazz", de Manaus e de outras latitudes levantam-se sons e ritmos para tornar esse ritmo musical envolvente e imprevisível, cada vez mais universal. Manaus se estabelece assim, sem contestação e de forma definitiva, a partir da grande celebração, hoje a noite no palco do majestoso Teatro Amazonas, como a Capital Brasileira do Jazz. Se o jazz não existisse, eu inventaria. Feliz Dia do Jazz. Salve o jazz! Até Jazz!
Humberto Amorim
Cantor de jazz&blues, bandleader e jazzofilo.

