Manaus/AM - O curta-metragem Terra Nova, dirigido por Diego Bauer, fez parte da seleção mensal de julho de dois festivais europeus: ganhou prêmio de melhor filme estrangeiro no Istambul Film Awards, na Turquia, e seleção do mês no Lulea Film Festival, na Suécia. As seleções marcam o início da trajetória do filme em festivais internacionais.
Realizado pela Artrupe entre novembro e dezembro de 2020, o filme conta a história de Karoline, uma atriz de teatro que, em abril de 2020, vai a uma agência da Caixa solicitar o seu auxílio emergencial. O projeto foi contemplado pela lei Aldir Blanc através do edital de Conexões Culturais da Manauscult e Governo Federal.
O diretor do curta, Diego Bauer, comemorou a seleção: “É sempre um motivo de satisfação ser selecionado para festivais pois filmes são feitos para serem vistos, e quanto mais longe eles chegam, mais se cumpriu o objetivo do projeto. Terra Nova é inspirado numa estética europeia de cinema, em filmes que tratam sobre os dramas de pessoas comuns em períodos conturbados social e economicamente, então iniciar a trajetória em festivais europeus é um motivo de empolgação pelo que isso pode representar de visibilidade, mas também um reconhecimento do que nos inspirou para chegarmos ao resultado final”.
Com 22 minutos de duração, Terra Nova é composto pela mesma equipe que realizou o filme anterior de Bauer, Enterrado no Quintal, e tem como tema a condição de ser artista em Manaus dentro do contexto de crise econômica e pandemia: “Toda a equipe do filme tem em comum o drama da Karoline, pois todos se viram sem perspectiva de emprego, e descredibilizados por um momento do país em que ele vira as costas a sua cultura, e trata o artista como vilão. Sem dúvida é um filme que tem a fúria como elemento importante, por sabermos que não precisaríamos passar por este momento com tanta sabotagem deliberada. Poder realizar o filme com uma equipe formada por artistas com anos de carreira é um privilégio, e também um posicionamento político”, finaliza Bauer.



