
Meu entrevistado cresceu na Igreja Batista de Constantinópolis pela manhã e à tarde frequentava a Igreja de Dom Bosco para tomar sopa. Diz ele que o negócio já não é fácil hoje, imagine naquela época. Hoje ele é espírita, devoto de Deus, leonino, botafoguense e é torcedor local alvinegro. De cada 10 palavras cita o eterno amigo – o saudoso e queridíssimo Orlando Rebelo, seu parceiro de jornada que Deus o tenha (antes de entrarem no ar, todas às terças na TV Cultura, eu corria para abraçá-lo e cheirá-lo, pois Orlandinho lembrava muito meu vô Xavier). O bate papo deste domingo é com um amante do esporte, apaixonado por futebol. Ele já é avô, pai de 04 meninas, é uma pessoa simples que conserva uma alma de criança e é conhecido em todo o Estado pela alcunha de “Garotinho”.
Com vocês o radialista, acreano, Valdir Corrêa. Sintoniza aqui com a gente, vem!!!!

Você chegou em Manaus em 1957, tem mais de 40 anos de rádio. E o “Garotinho” vem de onde? Conta um pouco da sua trajetória pra gente.
Antes eu trabalhava na Rádio Rio Mar, eu cheguei na Difusora em 1976, havia na época um locutor chamado José Carlos Araújo. Ele era conhecido como o garotinho da Rádio Nacional, depois foi para a Rádio Globo, ele narrava futebol. Na verdade ele saiu da Globo para a Nacional. Um belo dia o Josué Filho disse: “Valdir Corrêa o garotinho da Difusora já que o Zé Carlos é o garotinho da Nacional”. E ficou assim. Poucas pessoas me chamam pelo nome de Valdir. Aonde quer que eu passe me chamam de Garotinho. As senhoras que acompanham meu trabalho me chamam assim também. Acho estranho quando me chamam pelo meu nome. Mas eu tenho uma netinha que agora me chama de Valdir. Eu gosto de Garotinho, já me acostumei, acho legal.
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Você é do Acre, não é?
Sou do Acre, de Sena Madureira, cidade pequena, porém decente.
Manaus não é decente?
Não, calma, estou falando primeiro do Acre. Se você me perguntar de Manaus eu falo.
E o que você acha de Manaus?
Manaus é a minha vida, Manaus é a minha família. Eu adoro Manaus. Eu defendo Manaus como eu posso, pois tudo que construí na minha vida foi em Manaus. Deus me colocou aqui. Eu sou muito grato a Deus. Já ganhei milhões e milhões de coisas que eu nem merecia. E Deus me proporcionou aqui dentro da cidade de Manaus: amigos, família, meus netos, minhas filhas. Para mim o paraíso é Manaus. Eu gosto muito de Manaus.
Ai que lindo!!!!! Algumas pessoas não sabem, mas você começou como vendedor de bombom, de pipoca...
Foi, comecei vendendo amendoim na Matriz. Eu morava na Estrada do Paredão e tinha sempre uns circos pela cidade. O Circo Rangel e o Circo Garcia, eu vendia pipoca, eu era um pirralho e até me expulsaram de um circo desses porque disseram que eu estava olhando não sei o quê debaixo da arquibancada. Mas era mentira, eu estava contando meu dinheirinho da venda, foi o meu concorrente que inventou essa estória. Depois disso comecei a vender bombons nos cinemas. Eu tinha uma lanterninha e saía vendendo bombons naquelas cestas. Vendi bombom no Cine Odeon, no Cine Politheama e no Cine Éden. Vendia bombons nesses 03 locais. E bem depois, passei a ser taxista. Trabalhei também como balconista de drogaria, fui caminhoneiro porque meu trabalhava com pedra, areia, tijolo e ele também era caminhoneiro. Cheguei à gerência de drogaria e fui trabalhando em rádio. Comecei minha carreira na Rádio Baré.

Especificamente no seu caso, chegaste a radio por causa do auto-falante. Você sempre teve essa impostação, sua voz sempre foi boa?
Eu não sei se minha voz é boa. Eu acho bonita a voz dos outros. Acho impressionante quando alguém diz que minha voz é bonita. Aí penso logo: “Ihhhhhhhhhh esse tá puxando meu saco, tá bem querendo alguma coisa!”. E eu não sei se algum radialista fala que sua voz é bonita!!!?. Às vezes eu fico imaginado: “Ah se eu tivesse a voz do fulano de tal!!!!!”.
De quem? Conta logo
A voz mais bela do Amazonas pra mim é a voz do Rosivaldo, da Rede Amazônica, eu adoro a voz dele. Acho uma voz muito bonita.
E uma voz escrota?
ESCROTA? hahahahahaha
Humhum, uma voz que não seja tão legal, pronto vou aliviar a situação pra ti.
Sabe que isso nunca me passou pela cabeça!?!?!!?
Ai, Valdir, afff -_-
Não, nunca passou. Se tivesse passado eu te diria!!!!! Agora o meu grande ídolo é o Osmar Santos. Quando comecei no futebol eu era uma mistura do Osmar com o Locutor Zé Carlos. Eles foram uma escola de transmitir futebol pra mim e não de imitar. Até porque você só consegue imitar uma pessoa por 5, 10 minutos, não mais que isso. Não existe como imitar alguém os 90 minutos de partida. Eu me inspirei na escola deles, na maneira como eles narravam o futebol. Eles foram minhas inspirações, principalmente o Osmar Santos. Depois me tornei amigo pessoal dele, foi uma alegria imensa ter esse privilégio. Quando eu ia a São Paulo, ele me recebia na casa dele e quando ele vinha à Manaus eu o recebia. Sem dúvida, uma das minhas maiores alegrias nessa vida foi conhecer o Osmar Santos, o João Saldanha, o Jorge Cury, os grandes nomes do Brasil. Eu ia ao aeroporto no meu fusca, dava carona pra turma quando vinham transmitir os jogos em Manaus. Bons tempos. Sou realizado!!!


O rádio é uma mídia convencional tradicional, com a chegada da televisão disseram que ele morreria, depois veio a internet e disseram a mesma coisa. Achas que o rádio perdeu a força ou em algum dia ele poderá ser substituído por outra mídia?
Eu acho que o rádio ganhou força com a chegada da internet e da televisão. Você pode agregar todos. Uma vez, uns 12 a 15 anos atrás, estava conversando com um empresário gaúcho que chegou à Manaus e eu falei que o futuro do rádio seria se unir à televisão. Eu vi na Bolívia um cara no estúdio de rádio já transmitindo para a TV. Achei muito bacana. Eu fiquei perguntando como ele fazia aquilo. Agora tem a internet. Você pode trabalhar em estúdio de televisão tendo o rádio e mais a internet na sua frente. Unindo tudo ao mesmo tempo, isso é um fortalecimento. E outra coisa, quando o mundo estiver acabando a última voz será a do rádio.
Que poético!!!!!!!! Me fale uma coisa, e o seu programa na TV Cultura, No Mundo da Bola, o que seus fãs podem esperar. Retorna para a grade?
Olha Vivi, tenho 14 anos de TV Cultura, eu fui fazer televisão por prazer. Não foi nem por dinheiro, foi exclusivamente por prazer. Eu era louco para montar um programa esportivo, uma mesa redonda e acabou que se tornou uma das maiores audiências de segunda-feira na TV Cultura. Depois mudou para dia de terça-feira. Eu fiz com muita dedicação todos esses anos. Você é testemunha disso, pois antes do programa começar você sempre ia lá com a gente demonstrar todo o seu carinho pelo Orlandinho. Vivi, eu serei eternamente apaixonado por futebol, o meu surgimento na rádio foi através de futebol. O futebol é um fenômeno indecifrável, não é... e une muitas pessoas. Então, durante esses 14 anos eu recebi muitas propostas de emissoras comerciais, mas eu nunca quis sair porque eu repito: “Eu não fazia por dinheiro. Dinheiro eu ganho aqui na Difusora”. E eu me sentia bem na TV Cultura, ainda mais porque tinha a audiência de uma emissora comercial. Mas em um determinado dia chegaram para mim, a direção da TV Cultura, e falaram o seguinte: “Vamos renovar o cenário”. E isso já está passando de 01 ano. Não me deram mais nenhuma satisfação, eu também não fui atrás. E se não me deram satisfação é porque não querem mais o meu trabalho e nem o programa. E eu fiquei na minha. No Mundo da Bola é um programa criado há 14 anos, não sei estão pensando que eu terei de pagar para continuar com ele na grade. Eu o fazia de graça, com amor e muito carinho. Sem receber nada em troca, mas fazia por prazer e amor. E de lá para cá, não tive mais nenhum tipo de satisfação da nova direção. ![]()
Sente alguma mágoa do Governador Omar por você não está no ar justamente na gestão dele?
Não, ele nem se quer sabe disso!!!!!!!! E desde o início, se eu conversasse com ele, nem teriam parado o meu programa, pois sou amigo do Omar de longa data. Não seria de meu feitio levar ao conhecimento dele essa situação. Ele nem sabe, o Omar pensa que ainda tenho meu programa na TV Cultura, e na verdade eu nem tenho mais. E eu jamais faria isso, chegar até ele e dizer: “Olha Omar, meu programa não está mais no ar!”. Eu não faço isso em respeito à direção, se tomaram a decisão de tirá-lo da grade eu vou respeitar. Eu só lamento muito, e nem sei se ainda quero voltar, 01 ano de paralisação e estou sendo bastante cobrado nas ruas. Você é a primeira pessoa para quem jogo abertamente a situação, estou tornando público essa minha insatisfação. Eu já havia comentando com os meus colegas, da mesma equipe, não foi eu quem pediu para sair. Apenas me disseram que iriam trocar um painel do cenário, me disseram só isso. Eu realmente não sei o que aconteceu. É a primeira vez em 14 anos que estou fora do ar. Pra ser sincero, não sei mesmo se ainda quero voltar!!!!
Baixa um pouco o tesão, não é?
É!!!!! Baixa, você sabe disso, baixa. Quando você faz algo com tanto amor é assim. E não estou mais nessa de arranjar confusão com ninguém. E nem de pedir ao governador para fazer. E se eu quisesse fazer um programa hoje, eu poderia ir a uma outra rede aqui de Manaus comprar o horário e ainda ganharia dinheiro. Mas deixo bem claro que fiz o No Mundo da Bola por amor, durante esses 14 anos porque eu gostava muito de fazê-lo!!!!!!

Você é amigo pessoal de vários políticos, rolam muitos favores? Dizem que o político só ajuda alguém quando ele visa o interesse dele em primeiro lugar.
Eu tenho muitas amizades políticas, sempre me dei bem com todo mundo até porque dentro da minha filosofia de trabalho nunca fiz perseguição a ninguém. Eu não faço rádio assim, se eu fizesse não teria nenhuma credibilidade. E o rádio é a minha vida. Todas as criticas que fiz foram sempre profissionais, nunca pessoais. Se bem que tem gente que não entende. Quando a gente faz uma crítica elogiando, okay é bacana, você é considerado o melhor cara do mundo. E quando, às vezes, você vai criticar – até para ajudar, tem gente que não gosta. Tenho a seguinte filosofia, Vivi: “Aonde começa o dever, termina a amizade”.
Você já terminou alguma amizade por causa de seu dever?
Eu acho que tem gente que não gosta de mim, dentro da política. Eu tenho certeza que tem. Mas falando em política, tem muita gente boa dentro da política. Eu vou te citar. Um homem que eu aprendi a admirar bastante dentro da política, eu o conheço de bastidores, foi muito criticado já. É muito fácil falar quando você é distante da pessoa, quando não a conhece profundamente. Um político que aprendi a gostar que não espera que quando o amigo está precisando a pessoa o chame, ele é quem vai até ela para ajudar. Vi isso em várias oportunidades. Estou falando de Amazonino Mendes. Outra pessoa boa dentro da política é o Omar Aziz, ele é muito sério, é amigo dos amigos, ele não esquece de ninguém. O Omar é uma pessoa positiva e se ele disser que vai fazer algo por você, ele vai fazer. E se ele não pode ele diz na cara. E a outra pessoa é o atual prefeito, Artur Neto. Antigamente nós tínhamos um probleminha político, envolvendo opiniões pessoais. E depois que ele deixou o senado passamos a ter uma convivência mais pacífica, descobri nele uma pessoa dócil. Um homem de grande gabarito e responsabilidade. E muito humano. Por isso te falo que existem pessoas boas na política. E tem também aquela turma que diz que quer ajudar o povo. Aí você pergunta: “Que povo?”. E eles respondem: “O povo lá de casa!”. E se eu fosse citar os nomes teria de pegar uma maquina registradora, passaríamos horas aqui. Eu não brigo com nenhuma autoridade porque eu preciso das autoridades para ajudar as pessoas que chegam até mim com algum problema. Se eu sou inimigo da autoridade eu não tenho como resolver. Faz parte do meu trabalho chegar com um prefeito, governador ou algum secretário e mostrar os problemas que os ouvintes estão reivindicando. Nós fazemos rádio na Difusora para atender o povo, é a nossa filosofia de vida. Nós precisamos conversar com as autoridades. Tem autoridade boa assim como também tem autoridade que complica. Coisa de Zé Mané!!!!!!

Algumas pessoas comentam que você recebia como gari na gestão do Serafim, isso é real?
Vamos lá, não foi na gestão do Serafim, deixa eu lhe explicar. Na gestão anterior a do Serafim, eu era um dos conselheiros do Conselho Municipal do Esporte, eu, Orlandinho Rebelo, Dudu Monteiro de Paula, praticamente toda a galera do esporte. E não havia salário, era Jeton (o pagamento que, no Brasil, se faz a parlamentares, nos níveis municipal, estadual e federal por sessões extraordinárias, uma gratificação por horas trabalhadas). Eu não era contratado da prefeitura. Eu vinha de uma nomeação, eu e os demais colegas conselheiros, da gestão do Alfredo Nascimento. Para quem não sabe, o Conselho Municipal de Esporte foi criado por mim e por Orlando Rebelo. Criamos na gestão do Alfredo até porque tinha o do Estado, mas do município não. Quando o Serafim assumiu, mal orientando ou não, ele demitiu todo mundo. E criou o conselho dele, sendo que tínhamos um mandato de 04 anos e estávamos amparados pela lei. Colocaram para fora praticamente todo mundo. E eu acho que fui no bolo porque eu era da Difusora. No período da eleição a Difusora foi bem clara, e eu não posso esconder isso de ninguém, que não era favorável ao Serafim. Mas o Evilásio, irmão do Alfredo, foi comandar o conselho e disse ao Serafim que não abriria mão de mim, e o Serafim mandou chamar nós dois, eu e Orlandinho. Mas eu não aceitei. Falei para continuarem só com o Orlandinho, pedi para me deixarem sossegado. Eu saí, eu tinha apenas a função de conselheiro municipal de esporte. Eu fui um dos criadores, veja bem, se fosse na Inglaterra ou nos EUA teria uma plaquinha com meu nome e com nome de Orlandinho, mas aqui em Manaus o cara é demitido. Foi isso que aconteceu, mas eu não guardo rancor de ninguém, não. Cada qual coloca as pessoas de sua confiança, isso é normal. Mas nós tínhamos ainda 02 anos pela frente e eu fui até para a justiça nesse caso.
O que te tira do sério?
FOFOCAS!!!!!!!! Eu já fui vitima de muitas fofocas, de pessoas terem dito algo ou levarem para o dono da rádio, com os sócios, fazer fuxico de mim ou inventar coisas que eu nem fiz. Tem coisas que saem no Jornal da Manhã e sou eu quem leva a culpa. “Olha o Valdir fez isso e aquilo”. Já aconteceu de levar a culpa de coisas que saíram até em outras emissoras, isso me chateia muito. Eu levo a culpa por algo que não tenho nem ideia, isso me tira muito do sério, mas hoje em dia eu tiro de letra. Eu fico é rindo!!!!!!!!!!
Seu amor pelo Chile surgiu nas transmissões dos Jogos Internacionais, no início de sua carreira na Difusora. E de lá para cá, já tentaram puxar muito seu tapete pra você sair da emissora?
Vivi, você está sabendo muito da minha vida, quem tem contou?!!?! Então, até hoje tentam. Mas eu procuro responder com o meu trabalho. É a única coisa que se pode fazer. E mesmo eu não seria o único a ter um tapete puxado ou o tapete que tentariam puxar todos os dias. Eu não tenho inveja de nenhum colega de profissão. O sol nasceu para todos, eu procuro respeitar a todos. Inclusive eu peço sempre pelas manhãs – cedo, no meu momento de reflexão na rádio, no ar, peço sempre: “Deus proteja o meu trabalho, de todos os meus colegas da Difusora e Te peço também, de coração, que todas as mães protejam os meus colegas radialistas de outras emissoras”. Eu não faço radio procurando ser o melhor, eu procuro fazer o que acho que é melhor para o povo. E que cada um procure zelar pelo seu horário. O negócio é trabalhar e todo dia matar um leão. Todos os dias ao entrar no ar é como fosse o primeiro programa da minha vida. Sei que tenho uma grande audiência e sou líder no horário, mas eu não posso achar que sou o melhor e o primeiro em tudo. Preciso batalhar por isso e não entrego nada de mão beijada. Já tenho 37 anos só de Difusora, acredito que possa trabalhar por mais 10, 15 anos e me aposentar. Eu acho que o radialista só se aposenta quando morre, não é? Olha Vivi, eu tenho 63 com mais 10 são 73, se eu botar 15 anos aí pela frente ainda falta muita coisa.

Nunca sentiu vontade de entrar para a política?
Nenhuma. Muitas pessoas já me cobraram isso, mas eu não sinto nenhuma vontade. E eu também já tive cobrança para não entrar nesse meio. Deixa eu falar uma coisa aqui para os meus colegas de profissão. Não significa que o radialista ou um apresentador de televisão tem a obrigação de ser político. Quem vai fazer rádio e televisão só pensando em política, eu acho que é uma pessoa que não ama a sua profissão. Estou só fazendo uma crítica e espero que não levem para o outro lado. Essa é uma opinião minha. Eu sou radialista, essa foi a profissão que escolhi para a minha vida. A profissão que Deus permitiu, portanto eu amo minha profissão. Um dia vi uma declaração daquele ator de Ben Hur, Charlton Heston, comentando o seguinte: “Me pagam para eu fazer a coisa que eu mais gosto nessa vida que é ser ator”. Eu trago isso comigo também, me pagam para eu fazer a coisa que mais gosto nessa vida, que é fazer rádio, ser radialista. Então eu faço com muito amor, muita dedicação. Gosto muito da minha profissão, faço com bastante carinho. Eu já recebi vários convites para entrar na política, convites pesadíssimos, convites quase irrecusáveis de vários partidos, de vários amigos peixe-grande. Mas deixa eu lhe falar algo....eu seria um desonesto se fosse um dia concorrer a algum cargo político. Primeiro que eu não tenho preparação política para tal. Eu tenho um certo conhecimento para desempenhar minha função no rádio. Todos nós somos limitados a alguma coisa, eu digo com muita sinceridade, eu não tenho competência para ser político. Eu estaria tomando a vaga de alguém mais preparado. E estaria sendo altamente desonesto com pessoas que votariam em mim apenas pelo meu nome de achar que sou um bom radialista. E diante de certas coisas que já tenho visto, eu prefiro continuar assim que é como Deus me permitiu até hoje.


Muito bem, eu penso exatamente como você!!!! Garotinho, nossa entrevista está chegando ao final, deixe uma mensagem para os seus fãs-ouvintes que terão acesso ao nosso bate papo até porque você vai comentar da minha coluna no seu programa. ![]()
Claro, com muito prazer. Vivi, eu gosto de você!! Gosto muito, sempre nos demos bem, nossa amizade começou nos corredores da TV Cultura e de lá para cá só tem se fortalecido. A minha mensagem é que cada um, Vivi, procure desempenhar o seu papel com competência e acima de tudo com honestidade. Não importa a sua profissão, faça e execute com muito gosto. Se você for engraxate procure ser o melhor engraxate, se você for um gari procure ser o melhor gari. Honre aquilo que você foi determinado por Deus. Se você é um radialista procure fazer um rádio com honestidade, com respeito, claro que nessa vida ninguém é perfeito, mas não existe alguém 100% ruim e nem 100% bom. Deve existir um equilíbrio. Fofocas, intrigas, isso sempre vai existir, mas você passa por cima. Eu já não esquento mais com fofoca.
Eu jurava que você iria dizer outra frase. Hahahahha
Não, não hahahahahaha eu iria ser censurado pela audiência. Mas no final da entrevista eu te digo pra gente rir mais. Hahahahahahaha.

Agora deixa um recadinho pra mim, são quase 10 anos de amizade já. Não “pera”, nos conhecemos em 2006 quando cobri a partida do Tufão. E foi quando tive acesso a vocês, mesmo assim já tem um tempinho ![]()
Vivi, você é uma pessoa que eu nunca vi ninguém aqui em Manaus dizer alguma coisa contra você em nenhum sentido. E isso é muito bom na vida da gente. Todas as pessoas que falam da Vivi sempre dizem a mesma coisa: “A Vivi é uma garota bacana, muito legal!”. E eu também sempre te vi assim. E uma vez conversando com o Orlando Rebelo, eu até disse assim: “Rapaz, a Vivi com essa programa dela aqui na TV Cultura se fosse em outro Estado não deixaria nada a desejar, ela iria arrebentar também”. Tenho certeza, Vivi, que alguns profissionais locais poderiam sair daqui para brilhar em qualquer lugar. Por exemplo, o Pelé é do interior de Minas Gerais, conhecidíssimo no mundo inteiro, já o Garrincha veio de uma cidadezinha chamada Pau Grande e também grande ídolo. E o que eu quero dizer com isso é que talento não escolhe lugar para nascer não, e você, Vivi, brilharia em qualquer lugar, não sou aqui. Parabéns pelo seu trabalho, fiquei muito feliz em te receber, pois tenho um carinho muito especial por você. Principalmente pela sua energia, você nos transmite muita alegria também.
Ah que lindo, muito obrigada, a recíproca é verdadeira você sabe disso. Eu também fiquei muito feliz em ter sido recebida aqui no seu escritório na Difusora.
Tá joia, você acabou de me dar o escritório!!!??? Haahahhahahaha

Garotinho,
vida longa ao seu sucesso e carreira brilhantes. Você é um ídolo do Amazonas, inspiração para muitos aspirantes e futuros radialistas de nosso Estado. Obrigada por ser uma pessoa tão maravilhosa e bondosa com seus amigos e fãs. Deus lhe abençoe cada vez mais. Foi um prazer tê-lo entrevistado nesta minha nova empreitada. Beijos a abraços para todos da Rádio Difusora, 96.9 FM. Fezinha - que Deus a tenha, olha para vocês com muito carinho, e com certeza Orlandinho é um de seus anjinhos lá no céu!!!! Cria um facebook pra ti, plmdds, Garotinho. afffff
Obrigada Chacal por ter feito o nosso registro na hora da entrevista. Valeu!!!!
E obrigada Chefe pela oportunidade de poder entrevistar pessoas que tanto admiro nessa cidade aqui na coluna ![]()
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Tirem o olho gordo de cima de mim u-u :p Partiu#




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