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Estado de São Paulo tem mais três mortes por sarampo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma bebê de dez meses, de Itapevi, sem histórico de vacina; um menino de um ano, de Francisco Morato (ambos na Grande SP) e um homem de 53 anos, de Santo André (ABC), são as mais recentes vítimas do sarampo.

Os dois últimos apresentavam condições de risco para a doença (portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão ou imunodeprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção e evolução com maior gravidade).

Na semana passada, haviam sido confirmadas as mortes de uma bebê de 11 meses da capital paulista e de três adultos: uma moradora de Itanhaém (106 km de SP) de 46 anos e que tinha condições de risco, uma de Francisco Morato de 59 anos e um homem de 25 anos residente em Osasco (ambos na Grande SP). Dos quatro mortos, três não tinham histórico de vacinação. 

Na última semana de setembro, foram notificados outros dois óbitos na capital: uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação e um bebê de 26 dias.

No final de agosto foram confirmadas três vítimas, sendo um homem de 42 anos, da capital, sem histórico de imunização contra a doença, e dois bebês --uma menina de quatro meses, de Osasco; e um menino de nove meses, também da cidade de São Paulo. 

No início de setembro, uma criança menor de um ano morreu em Pernambuco. 

Segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, o estado soma 7.649 casos confirmados. Desses, 57% (4.408) estão na capital paulista. Santo André possui 269 registros, Francisco Morato 118 e Itapevi, 51 notificações.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a única forma de se proteger contra a doença. 

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, iniciada em 7 de outubro, permanece até o próximo dia 25 para crianças de seis meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. O Dia D, para conscientizar sobre a importância da vacina, será no sábado (19).

A vacina é contraindicada para bebês menores de seis meses. Para proteger as crianças dessa idade, os pais devem evitar que elas frequentem aglomerações e manter higienização e ventilação adequadas.

A segunda etapa --de 18 a 30 de novembro-- contemplará a população de 20 a 29 anos, com Dia D em 30 de novembro.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da vacina tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela.

Funcionários das salas de vacinação deverão fazer a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina (presente no leite de vaca), para que recebam a dose feita sem o componente.

Não devem se vacinar contra o sarampo imunodeprimidos, quem toma corticoide em dose alta ou por tempo prolongado, transplantados, pessoas com HIV com imunidade muito baixa e grávidas.

As mulheres devem aguardar 30 dias para engravidar após serem imunizadas, porque na vacina tríplice viral está o vírus atenuado da rubéola, que cruza a placenta e pode provocar má-formação fetal. 

Quem já teve reação anafilática (alergia grave) a doses anteriores não deve ser vacinado nem em ações de bloqueio. O ideal nesses casos é consultar o médico.

Diante de qualquer sintoma de sarampo --manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal-- é necessário procurar um serviço de saúde.

Como forma de incentivar a vacinação de crianças, na semana passada, o Ministério da Saúde prometeu um recurso adicional aos municípios para que se organizem em campanhas.

Será concedido R$ 1 por pessoa, considerando a base populacional já utilizada a outros repasses financeiros na Atenção Primária à Saúde. Para o aporte financeiro, o órgão disponibilizou R$ 206 milhões.

O valor está condicionado ao cumprimento de duas metas. Mensalmente, os gestores deverão informar ao ministério o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e sarampo) e pentavalente. 

Além disso, os municípios precisarão atingir pelo menos entre 90% e 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade, com a primeira dose da vacina tríplice viral.

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