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Várias facadas

Homem é condenado a 51 anos de prisão após matar primo, a tia e o marido dela em Manaus

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Foto: Divulgação / TJAM

Manaus/AM - O Conselho de Sentença da 3.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou e condenou na última terça-feira (17), a 51 anos de reclusão, em regime fechado, Rafael Costa da Silva, pelo feminicídio praticado contra a própria tia dele, Maria do Socorro da Silva Costa, e pelo duplo homicídio, que teve como vítimas o primo do réu, Cleuton da Silva Souza, e o companheiro de Maria do Socorro, Ronaldo Freitas Mendonça. Os crimes ocorreram na tarde do dia 30 de setembro de 2017, no bairro Jorge Teixeira IV. Por cada morte, Rafael foi condenado a 17 anos.

A sessão de julgamento popular, realizada no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Centro-Sul de Manaus, foi presidida pela juíza Priscila Maia Barreto, com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) sendo representado pelo promotor de justiça Vítor Moreira da Fonseca. O réu foi assistido pelo defensor público Rafael Albuquerque Maia.

O promotor Vítor Fonseca sustentou a tese de triplo homicídio, enquanto a defesa levantou a tese da negativa de autoria e, de forma subsidiária, requereu a exclusão das qualificadoras do motivo fútil. Por fim, pediu que fosse reconhecida a causa da diminuição de pena, porém, o Conselho de Sentença, composto por quatro mulheres e três homens, entendeu que o réu praticou os assassinatos e manteve as qualificadoras.

De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Estado do Amazonas, que originou a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, o crime ocorreu na Rua Mutum Poranga, na comunidade Cidade Alta, Jorge Teixeira IV, por volta das 15h30. O motivo teria sido uma desavença em família.

No dia anterior ao crime, Rafael presenciou uma conversa da filha de Maria do Socorro, Maria do Carmo, por telefone, com a irmã dessa. Em dado momento da conversa, Maria do Carmo disse que não desejava falar a respeito de uma parcela de dinheiro que tinha para receber, "pois havia inimigos por perto". Acompanhando o diálogo, Rafael teria indagado: "estão falando de mim?" Maria do Carmo, então, teria se encarregado de responder: "não, mas se a carapuça serviu…".

Conforme a denúncia, esta conversa teria sido o motivo para, no dia seguinte, Rafael atacar a tia, o primo e o marido da tia, os quais foram feridos com várias facadas.

Ele fugiu do local do crime, mas foi visto saindo de lá apreensivo. Logo depois que os corpos foram descobertos, Rafael foi preso no porto do bairro de São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus.

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