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Chacina em presídios

Governo falhou ao apontar líderes de massacres no Amazonas

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Foto: Divulgação

Manaus/AM - Documentos obtidos pelo Portal do Holanda comprovam que seis dos nove detentos transferidos para presídios federais na última terça-feira (28) não participaram dos massacres que resultaram na morte de 55 detentos em presídios do Amazonas, no último domingo (26) e segunda-feira (27) em Manaus. Além disso, o processo que autoriza a transferência deles se deve pelo fato de serem apontados como organizadores de um possível massacre no Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM2), que foi evitado pela equipe de inteligência da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), refutando a fala do próprio governador Wilson Lima (PSC) de que não teria como evitar uma chacina nos presídios. 

O governo apontou Bruno de Souza Carvalho (Bruno Fiel), Anderson Gustavo Ferreira da Silva (Godofredo), Rivelino de Melo Muller (Velho), Adriano da Silva Monteiro (Adriano Gordinho), Janes do Nascimento Cruz (Caroço) e Jane da Silva Santos (Caneco) como alguns dos líderes dos massacres dos últimos dias. Só que as transferência deles já haviam sido autorizadas pelo juiz de direito da Vara de Execuções Penais (VEP), Ronnie Frank Stone, no último dia 13 de maio, ou seja, 13 e 14 dias antes dos massacres realizados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penitenciário Antonio Trindade (Ipat), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisória Masculina I (CDPMI). 

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As transferências deles foram acatadas pelo juiz devido a provas de que eles organizavam um massacre no CDPM2. Os seis são apontados como líderes do Comando Vermelho (CV), segundo a Seap e que eles estavam organizando uma represália contra membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) ao massacre de 2017 que matou 56 presos no Compaj. Além disso, eles foram apontados como facilitadores de fugas do CDPM no ano passado. 

Relatórios da Seap de março e abril deste ano confirmam todo o trabalho de inteligência feito para evitar os massacres planejados para ocorrerem no CDPM2. Esse trabalho derruba a declaração do governador Wilson Lima, da última quarta-feira (28), de que ele não tinha como prever e evitar as chacinas do último domingo e segunda-feira sendo que este trabalho já havia sido realizado. 

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