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'Caixinha da facção'

FDN obriga filiados a pagarem mesada e valores ajudam famílias de presos em Manaus, diz MP

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Foto: Divulgação / MP-AM Foto: Divulgação / MP-AM
Foto: Divulgação / MP-AM

Manaus/AM - O promotor de Justiça Flávio Mota, do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), explicou que a FDN realiza arrecadação mensal de dinheiro dos seus filiados, com os valores sendo revestidos para auxílio das famílias dos presos. A liderança responsável pelo recolhimento da famosa “caixinha da FDN” é de Alan Barbosa Rolim, um dos alvos da operação Asfixia deflagrada nesta quinta-feira (15) pelo MP. 

Rolim era a principal liderança das ruas pela FDN, na cobrança dos valores. "A principal função dessa liderança que opera nas ruas, chamada de ‘Frente', a principal função é arrecadar dinheiro. Centralizar essa arrecadação de dinheiro que os filiados são obrigados a pagar mensalmente. Aquilo que a gente chama de 'caixinha da facção'. Essa liderança é responsável por pagar uma ajuda financeira para todos aqueles familiares de alguns presos que se encontram, presos, reclusos”, explicou o promotor.

O irmão de Alan, Anderson Barbosa Rolim e Márcio José Lopes Carneiro, também foram alvos da operação Asfixia. Alan e Anderson estão foragidos e Márcio foi transferido para um presídio federal. Márcio é apontado como a principal liderança da FDN nos presídios. As investigações do MP em torno da facção Família do Norte começaram em dezembro de 2018, após interceptações de alguns “salves”, que indicavam as ações da facção em tiroteios na capital e também no massacre que ocorreu em maio deste ano em presídios de Manaus. 

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