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Evo diz que polícia tem 'mandado ilegal' para prendê-lo e que grupos assaltaram sua casa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Horas após anunciar a convocação de novas eleições e depois renunciar à Presidência da Bolívia, Evo Morales afirmou, em uma rede social, que um policial disse ter um "mandado ilegal" para prendê-lo. Na mesma publicação, o ex-mandatário do país também disse que "grupos violentos" assaltaram sua casa. 

"Eu denuncio ao mundo e ao povo boliviano que um policial anunciou publicamente que ele foi instruído a executar um mandado de prisão ilegal contra mim; da mesma forma, grupos violentos assaltaram minha casa. Os golpistas destroem o Estado de Direito", escreveu Evo, na noite de domingo (10).

O comandante nacional da Polícia, Vladimir Calderón, no entanto, disse à imprensa local que não há ordens de prisão contra Evo ou ex-membros do governo, e que não cabe à polícia pedir prisões, mas apenas cumprir decisões do Judiciário. 

O México ofereceu refúgio ao ex-presidente boliviano e anunciou já ter recebido vinte integrantes do Legislativo e do Executivo da Bolívia em sua embaixada em La Paz. A afirmação foi feita pelo ministro das relações exteriores mexicano, Marcelo Ebrard.

Dentro da embaixada, os ministros, deputados e senadores do partido MAS, de Evo, estarão a salvo de serem presos. Se Evo aceitar a oferta de refúgio do México, também contará com essa proteção.

Vários dos abrigados na embaixada afirmaram que suas famílias haviam sido ameaçadas. Manifestantes queimaram casas de várias autoridades no país.

Evo renunciou à Presidência da Bolívia em pronunciamento na televisão às 18h (horário de Brasília), feito na cidade de Cochabamba, após pressão das Forças Armadas e protestos intensos nas grandes cidades do país.

"Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento. Enviei minha renúncia para a Assembleia Legislativa Plurinacional", afirmou.

Ele havia anunciado a convocação de novas eleições na manhã do domingo, depois que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, pediu a anulação das eleições na Bolívia, após auditoria realizada na apuração dos votos.

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