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Time de elite - Vespas Negras

Além dos russos, Maduro conta com apoio de forças cubanas

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Foto: Reprodução/Twitter

Além do apoio da Rússia, evidenciado com a chegada de dois aviões à Venezuela no fim de semana, as Forças Armadas da Venezuela também contam com ajuda militar de Cuba do tamanho de uma brigada de infantaria, cerca de 4,5 mil combatentes, divididos em grupos de 500 homens e mulheres. O suporte é formado ainda por um time de elite, de operações especiais – os Vespas Negras, dedicado a ações de infiltração, sabotagem, contraterrorismo e resgate de reféns. 

A tropa usa uniformes e insígnias venezuelana, embora preserve linha de comando e hierarquia próprios. De acordo com análises de relatórios da inteligência dos Estados Unidos, da Colômbia e do Brasil, a cooperação na área de Defesa cresceu com o forte movimento de contestação ao presidente Nicolás Maduro, em meio à crise que levará o país a uma inflação de 10.000.000% até dezembro, segundo previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

O suporte cubano já dura cerca de nove anos – e foi oficialmente admitido em 2010 pelo então presidente Hugo Chávez durante visita a Havana. No seu modo característico, ao lado de Fidel Castro, Chávez declarou que “os irmãos cubanos nos apoiam”, rindo e fazendo o gesto de quem dispara um fuzil. 

O efetivo de Cuba forma uma espécie de círculo de proteção em torno de Caracas com base em três áreas – Forte Tiuna, Guarnição de Barquisimeto e o Centro de El Tigre. Não são facilmente identificados. Falam espanhol e se apresentam como tendo sido transferidos de outras regiões. Usam o armamento padrão do Exército bolivariano – variantes 103 e 105 dos fuzis russos AK-47, mais uma pistola 9 mm; capacetes de fibra, o rosto pintado com camuflagem verde e preta. 

A missão prioritária da formação é a garantia do núcleo do regime de Maduro. Há cerca de 40 mil voluntários cubanos na Venezuela trabalhando em programas sociais, de saúde, da agricultura, de educação e de cultura.

O formato atual da tropa foi atingido em 2014, mas só agora, com a deserção de oficiais superiores da Venezuela para a Colômbia, a informação produzida originalmente pelas agências inteligência americanas pôde ser confirmada. 

A força expedicionária seria chefiada por dois generais de brigada. Um deles é Alejandro Roja Marrero, um homem na faixa dos 60 anos de idade que não é visto em público desde o final de 2017. Ele leva uma vida discreta, limitada ao Complexo de Forte Tiuna – uma ampla instalação de segurança nos arredores da capital. Suas raras aparições em restaurantes são compatíveis com sua formação profissional.

Marrero comandou as equipes de operações secretas do Exército cubano, liderou o programa de guerra cibernética e de contrainformação de campo do país, com passagens por Angola, durante a guerra civil encerrada em 2002. Trata-se de um eficiente planejador, disse ao Estado um militar que deixou a Venezuela recentemente e aguarda asilo no país onde se apresentou como refugiado. 

Oficial de nível médio, o oficial dissidente trabalhou na Sala de Situação do Palácio Miraflores, a sede do governo venezuelano, de onde Maduro, seus assessores próximos e vários consultores cubanos acompanham a evolução do conflito. 

O dissidente lembra que o autoproclamado presidente, o opositor Juan Guaidó, foi apresentado ali, em um ambiente dominado por computadores e grandes monitores de vídeo, como uma possível nova liderança da oposição em meados de 2016, pouco depois de ter sido eleito deputado pelo partido Voluntad Popular e com apoio da Mesa da Unidade Democrática (MUD). 

Articulado, inteligente e cheio de ideias liberais, com claro apoio dos EUA, ele passou a ser observado de perto. “Quando chegou à presidência da Assembleia Nacional, há três meses, já era tratado como inimigo”, garante.

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