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Fórmula 1

Sergio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi serão pilotos de teste na F1, em 2019

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Foto: Reprodução/Instagram

SÃO PAULO - Primeiro ano sem pilotos brasileiros desde 1970, a Fórmula 1 terá dois novos nomes de uma vez representando o país no campeonato do ano vem. Na segunda-feira, o mineiro Sergio Sette Câmara Filho foi anunciado como novo piloto de testes e desenvolvimento da McLaren. Hoje, Pietro Fittipaldi, neto do bicampeão Emérson Fittipaldi, chega do exterior para se reunir com os dirigentes da Haas e deve anunciar sua participação na escuderia americana também como piloto de testes e desenvolvimento.

Com a segurança reforçada no entorno do Autódromo de Interlagos pela Guarda Civil, que aumentou o efetivo de homens em 30%, e pela Polícia Militar, o Grande Prêmio do Brasil começa de fato hoje, com as duas primeiras baterias de treinos livres. O primeiro, das 11h às 12h30m, e o segundo, das 15h às 16h30m, com transmissão pelo canal de TV pago SporTV2. Amanhã, haverá um treino livre, do meio-dia às 13h, e o treino classificatório, das 15h às 16h. No domingo, a corrida acontece a partir das 15h10m, com transmissão ao vivo ela Rede Globo.

Atualmente na Fórmula 2, Sette Câmara, de 20 anos, é um dos titulares da equipe Carlin Motorsport. Em sexto lugar no campeonato, ele teve um ano difícil, marcado por um acidente que machucou seu pulso e teve falta de sorte com o carro em corridas posteriores.

Embora tenha nascido em Miami, Fittipaldi, de 23 anos, corre pelo Brasil. Ele também enfrentou dificuldades este ano: quebrou as duas pernas em uma volta de testes no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, correndo na categoria Endurance. Depois disso, se recuperou e fez mais algumas etapas na Indy e agora abre caminho para repetir os passos do avô e do tio-avô, Wilsinho.

Substituto

Sette Câmara substitui na McLaren o britânico Lando Norris, seu companheiro de equipe na Carlin durante a temporada 2018 da F2. Na F1, Norris, por assim dizer, foi "promovido" e será um dos dois pilotos titulares da escuderia, com o espanhol Carlos Sainz, hoje na Renault. Eles substituirão Fernando Alonso, que segue na temporada de Endurance até metade do ano que vem, e Stoffel Vandoorne, que vai para a Fórmula E.

Mais do que sentir a pressão, Sette Câmara fala da responsabilidade dessa nova etapa de sua carreira. Ele diz que é "algo positivo":

-- Indica que eu estou no caminho certo e aceito muito bem isso. Só tenho boas sensações com essa responsabilidade -- disse ele, em sua primeira entrevista aos jornalistas brasileiros no boxe da McLaren, em Interlagos.

Ainda sem a superlicença necessária para correr na F1, Sette Câmara disse que isso não chega a ser um problema. Para correr na categoria, os pilotos têm que alcançar uma pontuação mínima em outras categorias.

-- Tem essa coisa agora da superlicença, que eu ainda não tenho, mas que acho uma coisa muito boa. POr enquanto, eu estou focado na temporada de F2, que vou repetir no ano que vem. O meu objetivo, no ano que vem, é completar esses pontos. Acho que não vai ser difícil -- disse ele.

Sette Câmara chegou à F2 no ano passado depois de disputar a Fórmula 3 Brasil e a F3 Europeia. Sua primeira vitória na categoria foi no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Este ano, pela equipe Carlin, o mineiro subiu oito vezes ao pódio.

Equilíbrio

O mineiro foi trazido à McLaren pelo ex-piloto Gil de Ferran, que assumiu a direção esportiva da escuderia britânica em julho passado. Ferran disse que o viu pela primeira vez em vídeos de uma transmissão da etapa de Macau de Fórmula 3:

-- Eu conheço esse circuito e sei que é muito difícil -- contou o ex-piloto. -- É a pista mais encardida que já vi na minha vida. E ele estava disputando a primeira colocação. Isso me acendeu aquela curiosidade, então fui procurar aprender um pouco mais sobre o Sérgio.

Outro ponto importante levantado pelo diretor esportivo da McLaren sobre Sette Câmara foi o equilíbrio do jovem piloto diante das dificuldades. E também seu bom relacionamento com Norris na equipe Carlin:

-- Com todos os problemas enfrentados este ano pela F2, o Sergio lidou bem emocionalmente com todas essas dificuldades. Essa foi uma das coisas que mais me impressionou no Sérgio. Além disso, teve o fato de que seu relacionamento com o Lando foi muito harmonioso e isso é importante na F1 -- disse Ferran.

Questionado sobre que conselhos ouviu de Fernando Alonso sobre como é encarar a F1, o mineiro disse:

-- Ele falou que está sempre cansado. Mesmo assim, disse que é importante fazer o seu trabalho e ter um relacionamento bom com a equipe. Não conheço a F1, ainda. Na Fórmula 2, a equipe tem 12 pessoas. É um número bem reduzido. Na F1, você trabalha com um número de pessoas maior, o relacionamento é muito importante aqui” -- disse o novo integrante da McLaren.

Filho do presidente do Atlético Mineiro, o novo piloto de testes e desenvolvimento da McLaren revelou ainda que não gosta muito de futebol e justamente por isso "terminou" na F1:

-- Justamente por isso estou aqui -- disse, arrancando risadas de todos. -- Claro que torço pelo Atlético e pelo trabalho do meu pai lá. Mas não é algo que me arrebate, que venha do meu coração.

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