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Com campanha fraca e pouco gols, Corinthians vence o São Paulo e conquista o Paulista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nunca o Corinthians precisou de tão poucos gols por jogo para ser campeão. Ao vencer o São Paulo por 2 a 1, neste domingo (21), em Itaquera, e levar o Campeonato Paulista, o time fechou a campanha do título com 16 gols em 18 partidas, uma média de 0,89 por rodada.

Entre todas as 49 principais taças erguidas anteriormente pelo clube em 109 anos de história, só uma delas tinha sido levantada com menos de um gol por confronto: a do Campeonato Brasileiro de 1990. Na ocasião, com 23 gols em 25 partidas, a média (0,92) foi ligeiramente superior à exibida no Estadual de 2019.

O roteiro dos triunfos foi semelhante. Desta vez, como há 29 anos, o Corinthians contou com um goleiro seguro--Ronaldo em 1990 e Cássio agora--, apresentou uma trajetória irregular, teve um ataque econômico e viu um camisa 9 fazer o gol do título-- Vagner Love assumiu o papel que coubera a Tupãzinho.

De novo, tal qual ocorreu há quase três décadas, o time encontrou o São Paulo na final e encerrou a disputa com sua torcida apaixonada em festa.

Em 2019, o Morumbi foi palco apenas do primeiro duelo decisivo, um 0 a 0 bem condizente com o estilo defensivo das duas equipes. O segundo jogo foi disputado no estádio de Itaquera, que pela primeira vez recebeu uma final entre os donos da casa e um de seus principais rivais.

Assim como no Brasileiro de 1990, o Corinthians conviveu com críticas no caminho até a conquista da taça do Paulista.

A defesa se manteve firme ao longo da maior parte da competição, uma marca de seu treinador, Fábio Carille. Levou 13 gols em 18 partidas, com média de 0,72 por rodada. O problema foi o ataque, que não conseguiu balançar a rede mais do que duas vezes em nenhuma ocasião.

"Se a gente não fosse criticado por algumas partidas que nós fizemos, alguma coisa estaria errada", afirmou o técnico corintiano.

"A gente não precisa esperar uma manifestação da imprensa ou da torcida para saber se está bem ou mal. E os jogadores sabem que, após algumas partidas, eu falei para eles: 'Precisa jogar mais'",concluiu o tricampeão Carille.

Ele tentou fazer uma equipe mais ofensiva no início da temporada, mas logo desistiu da ideia. E voltou ao estilo que já havia lhe rendido as duas edições anteriores do próprio Paulista --o que faz dele o primeiro técnico tricampeão estadual pelo Corinthians desde 1924-- e o Campeonato Brasileiro de 2017.

No embate derradeiro, o time até buscou mais o gol do que vinha fazendo. Teve mais posse de bola e saiu na frente em um escanteio concluído por Danilo Avelar, aos 31 minutos do primeiro tempo. Aos 48, porém, Antony ficou com uma sobra e empatou.

A formação alvinegra começou melhor. Em um jogo truncado no meio-campo, eram os donos da casa que chegavam com algum perigo quando conseguiam trocar passes, especialmente pela direita, com Fagner e Pedrinho.

A equipe encaixou alguns lances em sequência e começou a conseguir escanteios. Em um deles, cobrado aos 31 minutos por Sornoza e escorado por Ralf, Danilo Avelar abriu o placar, que poderia ter sido ampliado pouco depois.

Aos 48 do primeiro, Antony ficou com sobra na entrada da área, bateu no canto esquerdo de Cássio e igualou a decisão.

Renascido no confronto, o São Paulo voltou do intervalo com o experiente Hernanes na vaga de Everton Felipe. Não tomou o controle das ações, mas tornou o jogo mais equilibrado, sem chances para nenhum dos lados.

Fábio Carille tentou melhorar seu ataque com Vagner Love e Boselli e se viu obrigado a trocar o lesionado Henrique por Pedro Henrique. Também saiu com problemas o tricolor Everton, substituído por Willian Farias. E Cuca também apostou no lateral esquerdo Léo, adiantando Reinaldo.

Nos 20 minutos finais, ficou claro que era o Corinthians o maior interessado em evitar os pênaltis, que deixariam o São Paulo satisfeito.

A equipe não chegou a armar uma pressão fortíssima nem conseguiu alcançar a média de um gol por jogo no campeonato, mas, com belo passe de Sornoza e precisa conclusão de Love, tornou-se campeão estadual pela 30ª vez.





CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Henrique (Pedro Henrique), Manoel e Danilo Avelar; Ralf; Ramiro, Sornoza, Clayson e Pedrinho (Vagner Love); Gustavo (Boselli). T.: Fábio Carille



SÃO PAULO

Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Peres e Reinaldo; Jucilei (Léo), Luan e Igor Gomes; Everton (Everton), Antony e Everton Felipe (Hernanes). T.: Cuca







Juiz: Raphael Claus

Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Marcelo Carvalho Van Gasse

Público/Renda: 46.481 pagantes / R$ 5.014884,00

Cartões amarelos: Fagner, Ramiro e Clayson (COR); Reinaldo (SAO)

Gols: Danilo Avelar (COR), aos 31min do 1º tempo; Anthony (SAO), aos 47min do 1º tempo; Vagner Love (COR), aos 44min do 2º tempo

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