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Brasil encara rival mais temido na primeira fase da Copa feminina

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MONTPELLIER, FRANÇA (FOLHAPRESS) - A Austrália, adversária do Brasil na segunda rodada da Copa do Mundo da França, nesta quinta (13), às 13h, é a principal pedra no sapato do time de Vadão no caminho rumo à classificação para as oitavas.

Tem melhor colocação no ranking da Fifa (6º lugar, contra o 10º da equipe sul-americana) e histórico recente amplamente favorável: venceu quatro dos últimos cinco duelos, um deles por 6 a 1.

Apesar disso (ou talvez justamente por isso), o técnico brasileiro não quis confirmar na véspera se a atacante Marta, principal nome da seleção e em recuperação de uma lesão na coxa esquerda, entrará em campo.

Depois de assistir do banco à vitória sobre a Jamaica, a atleta se reintegrou ao trabalho com bola do resto do grupo na terça (11), em Montpellier (sul francês), palco do segundo embate brasileiro no Mundial.

"Marta tem respondido muito bem ao treinamento", afirmou Vadão. "Estamos subindo os degraus com ela. Tem chance [de entrar]? Tem. Mas isso será resolvido em conjunto [com médicos e a própria]. Sempre haverá um risco, por causa do tempo curto de recuperação [a contusão ocorreu há cerca de 20 dias]."

A goleira Bárbara, que participou da entrevista ao lado de Vadão, disse que Marta "está com fome de bola, se sente 100%". "Por ela, já tinha entrado no primeiro jogo."

As australianas perderam para a Itália em sua entrada na Copa. Um novo revés complicaria muito sua passagem para a fase de mata-mata. Por isso, Vadão prevê um duelo de "alta intensidade".

"Treinamos alternativas ao esquema do primeiro jogo [com Debinha fazendo infiltrações pela lateral e o duo Bia Zaneratto-Cristiane na frente], mas não vou dizer aqui quais", resumiu-se a informar o técnico.

O time da Oceania faz sua sétima aparição em Copas -o Brasil esteve em todas as oito. Na última, em 2015, eliminou as adversárias desta quinta nas oitavas de final, antes de cair na fase seguinte.

As brasileiras, por sua vez, levaram a melhor na Olimpíada do Rio, em 2016, em confronto resolvido em uma disputa de pênaltis que selou a classificação para a semifinal e alçou a goleira Bárbara, autora de duas defesas, ao status de celebridade.

O principal trunfo da Austrália hoje é a atacante Sam Kerr, já maior artilheira da história da liga feminina norte-americana, apesar de seus meros 25 anos. Ao todo, 12 atletas da equipe nacional jogam nos EUA, o maior contingente entre as participantes deste Mundial (atrás da própria seleção americana, é claro).

Mas as "Matildas", como são conhecidas as jogadoras que vestem o uniforme amarelo (o nome vem de uma canção folclórica local), também tiveram sobressaltos durante sua preparação para o torneio.

Em janeiro passado, o treinador Alen Stajcic foi afastado do posto sob a alegação de que criara um "ambiente tóxico" no grupo. Em seu lugar entrou Ante Milicic, ex-auxiliar da seleção masculina e partidário de esquemas ofensivos encorpados -a fragilidade do time estaria justamente na defesa.

"Entendemos que elas [brasileiras] querem usar suas habilidades individuais. São fortes na transição. O que é importante é mantermos nossa estrutura, nossa disciplina. Não queremos um jogo aberto", afirmou Milicic na quarta (12).

A zagueira Steph Catley fez coro. "Elas são ótimas individualmente. Já joguei contra Marta muitas vezes, então sei o que ela faz. Ela e Cristiane [autora dos três gols do Brasil na estreia] podem virar o jogo a qualquer momento."

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