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Athletico arranca empate, vence nos pênaltis e elimina Flamengo no Maracanã

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Athletico-PR está classificado para a semifinal da Copa do Brasil. A equipe comandada pelo técnico Tiago Nunes passou de fase na competição após bater o Flamengo nos pênaltis, nesta quarta (17), no Maracanã, por 3 a 1. No tempo normal, empate em 1 a 1 - Gabigol abriu o placar para os cariocas e Rony empatou, ambos os gols no segundo tempo.

Na luta por uma vaga na final, o time rubro-negro vai encarar o Grêmio, que venceu o Bahia em duelo realizado em Salvador, nesta quarta.

QUEM FOI BEM NO FLA

Gabigol, que já havia balançado a rede no jogo de ida, na Arena da Baixada, teve presença de área e, novamente, deixou a marca no duelo ao abrir o placar no Maracanã.

QUEM FOI MAL

Vitinho substituiu o meia Arrascaeta, mas encontrou dificuldades na criação ofensiva e não teve sucesso nas tentativas de jogadas individuais. A equipe da casa acabou caindo de rendimento e não criando mais tantas chances. Um menção, porém, de que o camisa 11 foi o autor do cruzamento no lance que gerou o gol de Gabigol.

QUEM FOI BEM NO ATHLETICO-PR

Com boa movimentação, Rony foi um dos grandes responsáveis pelas oportunidades criadas, principalmente, no segundo tempo. Ele, inclusive, foi o autor do gol do Athletico-PR.

QUEM FOI MAL

Jonathan conseguiu ser ativo nas investidas ofensivas, mas teve falhas de posicionamento na marcação que ajudaram ao Flamengo avançar pela ala esquerda, sobrecarregando um pouco o zagueiro Bambu.

FLAMENGO COM VOLUME

O Flamengo foi para o jogo com algumas mudanças. Além do retorno do lateral-esquerdo Renê e do volante Cuéllar à equipe titular, o técnico Jorge Jesus optou por Lincoln na vaga de Bruno Henrique, lesionado. Desta forma, Gabigol teve um pouco mais liberdade à frente e Lincoln ficou mais como referência.

A equipe começou com bastante intensidade e "empurrando" o time paranaense para o campo de defesa, mas o meia Arrascaeta sentiu um incômodo muscular na coxa direita cedo e Vitinho entrou, mas o time mudou de característica e perdeu um pouco da movimentação que vinha tendo.

A equipe conseguiu manter o ritmo no segundo tempo, corrigindo algumas falhas, e chegou ao gol em uma jogada que deixou explícita a movimentação ofensiva. Assim como nas duas partidas anteriores sob o comando de Jorge Jesus, a equipe ainda encontra algumas dificuldades na marcação com "linha alta", o que gerou problemas no decorrer do jogo - Athletico-PR empatou em um lance de velocidade nas costas do sistema defensivo.

ATHLETICO PROFUNDO

A equipe de Tiago Nunes começou acuada e estava explorando muito os chutões, mas, aos poucos, conseguiu ganhar volume de jogo e ficar mais tempo no campo de ataque. A melhora teve a ver também com o rendimento de Bruno Guimarães, que achou espaços na defesa adversária e conseguiu dar certo trabalho. Na volta do intervalo, o Athletico-PR explorou as jogadas "em profundidade", principalmente pelo lado direito, com Rony. Porém, quando não esbarrava na zaga do Fla, faltava capricho para completar em gol.

Mas foi justamente com esta "dupla" (jogada vertical e Rony) que o Furacão chegou ao empate, quando Bruno Nazário achou o companheiro nas costas da defesa e ele bateu na saída de Diego Alves.

O JOGO

O primeiro tempo da partida foi bastante movimentado, mas com poucas chances claras de gol. Em casa, o Flamengo começou com um bom volume de jogo, mas o Athletico-PR, aos poucos, conseguiu equilibrar as ações e também ter boa presença no campo de ataque. Nos 10 minutos finais, a marcação ficou mais forte e os times ficaram 'presos' entre as intermediárias, tendo um aumento também no número de faltas.

Pelo lado do time carioca, Lincoln carimbou a trave aos 15 minutos, depois de cruzamento pela direita. Já na equipe paranaense, Rony foi quem chegou mais perto do gol, aos 29, ao bater de primeira após passe também pela direita.

A etapa final teve um panorama bem parecido. O Flamengo com maior posse no campo de ataque e o Furacão buscando as saídas em velocidade, aproveitando os espaços deixados. Neste cenário, Vitinho, que vinha sendo criticado, conseguiu uma jogada pela esquerda e, após desvio de cabeça na área, Gabigol apareceu "de surpresa" para balançar a rede. Com a vantagem no placar, o Flamengo passou a valorizar ainda mais a posse de bola, mas o Athletico-PR insistiu na fórmula e chegou ao empate. Rony recebeu em velocidade de Bruno Nazário e bateu na saída de Diego Alves para deixar tudo igual.

Após o gol, o Athletico-PR conseguiu, pela primeira vez na partida, implantar uma pressão sobre o Flamengo e deu indícios de que poderia virar, mas não conseguiu (Renê fez corte providencial em finalização de Renê). Sem mais alterações no placar, a disputa foi para os pênaltis.

PÊNALTIS

O goleiro Santos se tornou o heroi da classificação do Athletico-PR. Ele defendeu duas cobranças (de Diego e Everton Ribeiro) e foi o nome do Athletico-PR.

O Flamengo perdeu três cobranças (além das citadas, Vitinho chutou para fora), enquanto Bruno Nazário desperdiçou para a equipe paranaense.

Pelo Athletico-PR, Jonathan, Lucho González e Bruno Guimarães fizeram, enquanto pelo lado dos cariocas apenas Cuéllar balançou a rede.

Ao fim, a torcida do Flamengo vaiou muito a equipe, enquanto os jogadores foram em direção à arquibancada para agradecer o apoio.

RECORDE

Este foi o jogo com o maior número de ingressos vendidos no Brasil em 2019. A informação foi divulgada pelo Flamengo ainda no meio da tarde, quando 64.516 bilhetes tinham sido vendidos e restavam ainda 303 ingressos de Leste. Superior e 149 de Oeste Inferior. Ao todo, foram 64.884 pagantes.



FLAMENGO

Diego Alves; Rafinha (Rodinei), Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Cuéllar, Everton Ribeiro, Diego e Arrascaeta (Vitinho); Lincoln (Berrío) e Gabigol. T.: Jorge Jesus



ATHLETICO-PR

Santos; Jonathan, Léo Pereira, Robson Bambu e Márcio Azevedo (Lucho González); Wellington, Bruno Guimarães, Nikão (Bruno Nazário), Rony e Marcelo Cirino (Vitinho); Marco Ruben. T.: Tiago Nunes.



Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

​Árbitro: ​Wilton Pereira Sampaio (GO)

Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabricio da Silva (GO)

Árbitro de vídeo: ​Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)

Público e renda: 64.844 pagantes (69.980 presentes) e R$ 4.106.610,40

Cartões amarelos: Renê, Gabigol (F); Léo Pereira, Rony, Bruno Guimarães (A)

Gols no tempo normal: Gabigol, aos 16min, e Rony, aos 31min do segundo tempo

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