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Polícia Civil investiga envolvimento de milícia na morte de vereadora

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(Renan Olaz/Câmara do Rio/Reprodução)

RIO - Uma das linhas seguidas pela Polícia Cilivil para apurar o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) investiga se a parlamentar foi morta por integrantes de uma milícia da Zona Oeste do Rio. Em 2008, a parlamentar trabalhou na CPI das Milícias, como assessora de Marcelo Freixo, que indiciou mais de 200 pessoas.Peritos passaram boa parte desta sexta-feira examinando cartuchos calibre 9mm recolhidos por agentes da Divisão de Homicídio da Capital (DH) no local do crime. Já se sabe que as balas que mataram a parlamentar são de um lote que foi vendido pela fábrica CBC para a Polícia Federal. Os responsáveis pela investigação verificam, agora, se o mesmo lote de munição que foi desviado da PF foi usado em outros crimes, incluindo os que foram praticados pela milícia no Rio.

Só essa semana, três policiais militares suspeitos de integrar uma milícia foram presos em Bangu, acusados pelos crimes de extorsão e porte de arma. Com eles foram encontradas três pistolas, duas delas calibre 9mm. E cerca de 90 balas do mesmo calibre.

A munição é do mesmo tipo que foi usado na execução da vereadora e tem procedência da mesma fábrica. Já se sabe que os PMs presos, na manhã da última quarta-feira, atuavam em Bangu e em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Os investigadores procuram saber se as munições encontradas com os policiais são do mesmo lote.

Até o momento, pelo menos cinco pessoas já foram ouvidas pela DH. A suspeita da polícia é que três pessoas tenham participado do crime, em dois carros. Um dos veículos usados na ação estava com uma placa clonada de um carro de Nova Iguaçu.

MESMO LOTE

A Polícia também já descobriu que a munição utilizada para matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, fazia parte do lote UZZ-18, que já havia sido usado na maior chacina de São Paulo, em agosto de 2015, na qual 23 pessoas foram mortas. O lote foi vendido para a Polícia Federal de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006. As polícias Civil e Federal vão iniciar um trabalho conjunto de rastreamento para tentar descobrir se houve desvio do material.

Perícia da Delegacia de Homicídios da capital, responsável pela investigação da morte de Marielle, aponta que a munição usada no assassinato da vereadora foi usada pela primeira vez no crime, ou seja, não tinha sido recarregada e é original. A investigação da chacina descobriu que, além do lote UZZ-18, os lotes BNT-84, BIZ-91, AAY-68 e BAY-18 também foram utilizados nos crimes cometidos em Osasco, Barueri, Itapevi e Carapicuíba.

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