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Pesquisa revela que no Brasil, adolescentes pobres estão obesos e mais desnutridos

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Foto: Reprodução / Pixabay

Mesmo obesos, os adolescentes no Brasil ainda possuem traços de desnutrição. Uma investigação realizada por pesquisadores da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), os fatores socioeconômicos estão associados a desnutrição e obesidade.

Ainda segundo o estudo, os adolescentes de escola privada têm mais chances de desenvolver excesso de peso em relação aos estudantes da escola pública. Porém, essa diferença entre os grupos vem sendo reduzida. Entre 2009 e 2015, enquanto o índice de adolescentes com excesso de peso na rede privada permaneceu intacto (28,7%), a taxa entre os da rede pública aumentou de 19% para 23,1%.

Para esta investigação, foram selecionadas informações socioeconômicas desses adolescentes, como escolaridade da mãe, raça, sexo e tipo de unidade escolar dos adolescentes. Em 2009, responderam ao Pense 31.823 meninas e 27.814 meninos. Já em 2015, o Pense trouxe 5.317 meninas e 5.453 meninos. No primeiro momento, 140 garotas (0,5%), apresentavam tanto sobrepeso quanto desnutrição, entre os meninos essa taxa foi de 0,3% (74 indivíduos).

Ainda em 2009, quando separado o grupo que apresentou os dois desfechos de saúde, de forma indistinta do sexo, e diferenciando entre estudantes de escola pública e privada, essa simultaneidade aparece em 29 estudantes do ensino particular (0,2%) contra 185 do público (0,4%). Isto é, a dupla carga é maior entre estudantes da rede pública. Em 2015, a taxa de dupla carga aumentou entre os estudantes de escola privada enquanto os de escola pública continuou estável – foram encontrados 7 alunos da rede privada (0,3%) e 30 da rede pública (0,4%) com essa condição. E com relação ao sexo, as meninas ainda são maioria: 0,4% (20) apresentaram a condição contra 0,3% (17) do sexo masculino.

Segundo os pesquisadores, o aumento do excesso de peso nesse grupo deve-se provavelmente a melhora das condições socioeconômicas e especialmente a fatores, como o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e a maior exposição a ambientes obesogênicos.

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