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Brasil

Ciro diz que pode 'salvar o Brasil' de confronto entre Bolsonaro e Haddad

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IBIRITÉ (MG) — Na expectativa de criar uma "onda" a seu favor nas últimas 48 horas de campanha, ganhando o voto do eleitor que quer evitar o segundo turno entreJair Bolsonaro (PSL) eFernando Haddad (PT), o candidato do PDT à Presidência,Ciro Gomes , desembarcou em Minas Gerais com o discurso de que precisa do segundo maior colégio eleitoral do país para "libertar o Brasil dessa confrontação odienta". Em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, pregou a um pequeno grupo que o acompanhou em uma caminhada que não é "nem anti-PT, nem anti-Bolsonaro". Admitiu, porém, que, "até este momento", "não conseguimos que a campanha fosse que devia ser", por não conseguir romper a disputa política entre os dois grupos.

— Parece que a campanha de 2018 é a continuação da guerra política que levou o Brasil à sua maior crise e que começa em 2014, quando Aécio e Dilma foram para uma luta odienta. Faltam 48 horas e eu estou aqui em Minas Gerais, porque quero pedir a Deus que ilumine a minha palavra, pelas circunstâncias que aconteceram, eu sou o único que pode salvar o Brasil desse confronto — disse.

Em terceiro lugar nas pesquisas, Ciro tentou modular o discurso para se colocar como alternativa ao PT, sem perder o voto do eleitor que já teve simpatia com o partido e é identificado com a esquerda. Nessa linha, disse que vence Haddad no segundo turno, "para dar uma resposta ao anti-petismo, que em parte não se justifica".

— Sou o único que ganha com folga do Bolsonaro, que é a precipitação da direita fascista, nazista, militarista, radical que aprofundará a divisão no Brasil, e sou o único que vence o Haddad, para dar uma reposta ao anti-petismo, que em parte não se justifica, mas em parte grande vem das contradições do PT — comentou.

Numa passagem pela cidade que não durou mais de meia hora, Ciro foi cercado por um pequeno grupo de apoiadores, que o acompanhou na caminhada por uma avenida de Ibirité. Entrou em uma loja, tirou selfies, conversou com militantes. Antes de ir para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, fez um discurso, em que disse que Minas já "deu ao Brasil" Juscelino Kubitschek ("para paz e progresso"), Tancredo Neves ("para reparar a democracia") e Itamar Franco ("a quem ajudei no Plano Real para acabar com a inflação") e, agora, tem de ajudar no fim da polarização no país.

— Não vai ser com ódio, extremismo, militarismo, muito menos com o petismo que não aprendeu nada, que vamos resolver esse problema — disse.

Questionado sobre quem apoiaria num segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, respondeu que apoiará a ele mesmo. Na briga por todo voto possível, enquanto caminhava, fazia questão de gritar "desculpa" aos motoristas que passavam pela avenida e precisavam desviar dos militantes para seguir o caminho.

— Desculpe aí pelo transtorno. Obrigado. Vote em mim — gritava, repetidamente

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