Bastidores da Política - Raimundo Holanda

O Fantástico deu espaço para a defesa do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de pedofilia. Adail disse que é preciso provar que ele participou ou incentiva a prostituição infantil. E desqualificou a denúncia. Mas logo em seguida veio o golpe: Uma escuta realizada pela  Policia Federal,  em 2005, onde Adriano Salan, ex-funcionário do Tribunal de Justiça do Amazonas, demitido semana passada, foi colocada no ar. No telefonema ele diz para Adail que se trata "de um bebê, de sorriso lindo! O senhor vai gostar". Pronto.  Agora é preciso mais do que negar a acusação...

TRIBUNAL NEGA OMISSÃO

Embora o Tribunal de Justiça do Amazonas diga que não foi omisso e que nenhum juiz sentou sobre os processos envolvendo Coari, deve uma explicação à sociedade: por que demorou tanto tempo para demitir o funcionário Adriano Salan, que seria o principal intermediário dos negócios não republicanos da Prefeitura de Coari?  Adriano foi demitido na segunda-feira da semana passada, logo após uma comissão do CNJ chegar a Manaus.

CASO DA INELEGIBILIDADE

O Tribunal Superior Eleitoral deve julgar esta semana ou, no máximo  na próxima, o caso Adail Pinheiro. É relacionado  a recurso especial que pede  impugnacão do registro de sua candidatura, com base na lei da ficha limpa.

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Os membros do TSE divergiram até aqui quanto a alegada inelegibilidade de Adail, com base na Lei da Ficha Limpa, mas os últimos acontecimentos, apesar de não terem relação com o caso, podem acabar infuenciando o voto de alguns ministros.  

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Ou Adail procura um milagre - que reside basicamente em provar, como afirma, que é vítima de uma armação, ou estará irremediavelmente perdido.

QUEBRA DE SIGILO SERÁ DIDÁTICA

Um pedido de quebra de sigilo do processo envolvendo a Operação Estocolmo será encaminhado pela CPi da Pedofilia ao Tribunal de Justiça do Amazonas, apenas em relação aos acusados, uma vez que as vítimas seriam menores.

CONVERSA COMPROMETEDORA

Uma conversa gravada pela inteligência do governo do Amazonas e pela Polícia Federal, na qual um empresário investigado na Operação Estocolmo  pergunta de uma menina  se seus "pentelhos já começaram a nascer", causou indignação aos integrantes da CPI da pedofilia, que devem retornar ao Amazonas no próximo mês. 

 



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