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Eleição para a Amazon foi cercada de violações e expôs divisão no Tjam

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A eleição para presidente da Amazon, realizada nesta sexta-feira, foi cercada de um interesse incomum. E pela primeira vez desembargadores atuaram como cabos eleitorais, de olho em outra eleição - a de presidente do Tribunal, que agora provavelmente será direta e com a participação de juízes de primeira instância. Mas essa atuação, também incomum, foi desastrosa. Mostrou divisão na magistratura e expôs feridas difíceis de cicatrizar.

Num jogo de vale tudo conversas privadas foram tornadas públicas e até o site Intercept foi “chamado” para participar desse jogo, em parte sujo, em parte muito sujo.

É verdade que se tratou de uma eleição para uma associação de interesse privado - interesse de cada magistrado. Mas sua importância foi além disso, pela influência que a Amazon terá na eleição do próximo presidente do Tjam. E aí entra o interesse público, o interesse da sociedade em ver uma justiça bem administrada, voltada para os cidadãos.

O exemplo que ficou da eleição desta sexta-feira, entretanto, é desanimador, não pelo resultado, mas pelos métodos utilizados.

Se a eleição para Amazon foi cercada por uma guerra de violações da ética, em muitos aspectos, é  improvável que a disputa pela presidência do tribunal seja diferente.

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