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Estudantes do Amazonas sobem no ranking e se aproximam da média nacional em avaliação do MEC

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Com o objetivo de combater os índices estagnados do resultado da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), o Ministério da Educação (MEC) lançou nesta quarta-feira(25) a Política Nacional de Alfabetização, pelo qual criou o Programa Mais Alfabetização. O programa deve atender, a partir de 2018, cerca de 4,6 milhões de alunos com a presença de assistentes de alfabetização, que trabalharão em conjunto com os professores em sala de aula. A expectativa é contar com 200 mil turmas em todos os municípios brasileiros, entre os 1º e o 2º anos do ensino fundamental.

De acordo com os dados revelados pela ANA, os níveis de alfabetização dos estudantes amazonenses em 2016 são praticamente os mesmos que em 2014. O desempenho dos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental matriculados nas escolas públicas permaneceu estatisticamente estagnado na avaliação durante esse período.

“Os resultados mostram ainda que parte considerável dos estudantes, mesmo havendo passado por três anos de escolarização, apresentam níveis de proficiência insuficientes para a idade”, destaca o o secretário Nacional de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares.

A terceira edição da ANA foi aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estatísticas (Inep) entre 14 e 25 de novembro de 2016. Do Amazonas, foram avaliados 67.030 estudantes, sendo 18.063 da rede estadual e 48.967 da rede municipal, de 1.073 escolas, sendo 255 estaduais e 818 municipais.

Em Leitura e Matemática, os resultados são divididos em quatro níveis: nível 1 – elementar; nível 2 – básico; nível 3 – adequado e nível 4 – desejável. Os níveis 1 e 2 são considerados insuficientes e o 3 e 4, suficientes. Já em Escrita, são cinco níveis. Os níveis 1, 2 e 3 são considerados insuficientes e o 4 e 5, suficientes.

Os resultados da ANA revelam que 66,5% dos estudantes do Amazonas avaliados obtiveram níveis considerados insuficientes em Leitura, com desempenho nos níveis 1 e 2. Em 2014, esse percentual era de 71%. A minoria dos estudantes está nos níveis desejáveis. Em 2016, 35% dos estudantes estão nos níveis 3 e 4. Em 2014, eram 30%.

Nível indesejável

Em 2016, os resultados demonstram que dentro da rede pública do Amazonas, a rede estadual obteve resultados próximos à média nacional e melhores do que a média da rede municipal e pública geral, de acordo com análises sobre o Nível 1 – considerado básico e indesejável.

Escrita - No nível 1, em Escrita, o percentual de alunos da rede estadual do Amazonas é de 13, 7%; do Brasil é de 14,5%, enquanto da rede municipal é de 26,7%. As duas redes juntas totalizaram 23,2%. “Quanto menor o percentual de estudantes nesse nível, melhor é o desempenho deles”, explica Rossieli.

Leitura – Também no nível 1, em Leitura, o percentual de alunos da rede estadual é de 19,2%; do Brasil é de 21,7%, enquanto da rede municipal é de 35,3%. As duas redes juntas totalizaram 31%.

Matemática - No nível 1, o percentual de alunos da rede estadual é de 20,8%; do Brasil é de 21%, enquanto da rede municipal é de 36%. As duas redes juntas totalizaram 32%.



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